Image
0

Brincar, Brincar e Brincar… eis a questão

Por Mônica Regina Salerno 

Psicóloga/Coordenadora Pedagógica do Instituto da Criança – BH

Escrever sobre o brincar não é tarefa fácil. É necessário nos perguntarmos o que de fato queremos focar. A brincadeira é a linguagem da criança, mas não é só isso. É o meio pelo qual a criança compreende o mundo, elabora conflitos, estabelece relações, cria e testa hipóteses e, obviamente, se diverte.

Imagem do site Stock

Podemos dizer que o brincar é a base da estrutura psíquica, emocional, comportamental e cognitiva da criança.

Ao recorrer aos teóricos do desenvolvimento, aos psicólogos, educadores e tantos outros profissionais que estudam a infância, todos confirmam e falam da importância do brincar. Essa é uma questão de total convergência entre os autores renomados.

Se assim é, porque há escolas e pais que acreditam ser mais importante e urgente alfabetizar antes dos 6 anos?

Há algumas hipóteses: a crença de que, quanto antes for alfabetizado, mais inteligente será; de que melhor preparado estará para um vestibular, pois se a escola é assim desde cedo, imagine nos anos preparatórios ao vestibular.

Qualquer pessoa que se dedique a conhecer as fases do desenvolvimento, compreenderá que é preciso respeitar o tempo de formação de estruturas mentais para uma aprendizagem significativa da linguagem escrita. Isso significa dar espaço para brincar, estimular o pensar através de vivências lúdicas, instigar a curiosidade para o mundo que a cerca e responder com perguntas as hipóteses construídas pela criança.

Imagine o que a criança perde em termos de aprendizagem significativa, de vivencias e experiências no tempo gasto para alfabetizar antes da hora?

Não há duvidas de que essa concepção do brincar é mais trabalhosa e muito mais complexa do que o “deixar fazer o que quiser”. É preciso reconhecer que a criança em formação brinca pela necessidade de se formar, de se tornar alguém que compreende e “lê” o mundo adulto. Assim, crescer, conhecer e saber andam juntos com o brincar.

Uma formação pautada no respeito ao desenvolvimento prioriza a qualidade das aprendizagens. O  brincar é uma atividade fundamental para aprender a fazer escolhas e para dar significado às ações do cotidiano. É o alicerce de adultos que se responsabilizam por suas escolhas, buscam realizar seus desejos e dar significado as suas vidas.

Você é convidado a pensar qual é o lugar do brincar na vida de seu filho(a)… faça boas escolhas.

Image
6

O que carrega uma boneca de pano

Sempre quis trabalhar com algo que tocasse o coração das pessoas. Talvez, por isso, eu tenha trabalhado tantos anos com educação.

Agora, faço, principalmente, bonecas de pano. E talvez as pessoas não tenham ideia de como esse processo acontece comigo. Faço cada boneca como quem cria pequenas fadas de luz que irão iluminar o sorriso e a vida de uma criança pelo mundo.

Ao escolher os detalhes, ao costurar braços e pernas, ao bordar cada pontinho, coloco, em cada uma delas, todo amor que há em mim.

É lógico que há a questão financeira, mas esse trabalho não se resume a isso. Faço bonecas porque é um modo de distribuir amor e alegria, porque imagino a história que cada uma irá criar ao conhecer sua (ou seu) futura (o) dona (o).

Amor em forma de boneca

Uma boneca de pano não se destrói tão facilmente quanto uma de plástico. Ela pode até descosturar, mas é facilmente remendada. Uma boneca de pano dorme abraçada à sua criança, é carregada para cima e para baixo. É levada através dos anos para a história de quem a abraça. É passada de mãe para filha, com o mesmo sorriso de coração bordado que tocou o coração de quem a viu primeiro.

Ao terminar cada boneca e guardá-la em sua embalagem, despeço-me e lhe digo: “Vá ser feliz e faça feliz quem a receber”.

Por isso que trabalhar com artesanato é muito mais que uma terapia. Trabalhar com as mãos e com a criatividade é um ato de amor, é uma paixão que nos consome e nos faz querer que mais e mais pessoas sintam-se felizes com aquilo que criamos. Por isso que deve-se valorizar o trabalho artesanal não por piedade ou compaixão por quem o faz, mas por este ser um trabalho feito com toda a profundidade da alma – longe do automático, das máquinas, do vazio e da dureza desses nossos dias.

Na próxima vez que encontrar uma boneca de pano artesanal, abrace-a e ganhe todo o carinho que ela carrega. É o meu amor por você, viajando e tomando vida através dessas pequenas joias de tecido.

P.S.: Este post, de certa maneira, colabora com um movimento lindo chamado “Compro de quem faz”, que incentiva a valorização do trabalho do artesão. Leia mais aqui.

Image
1

Bonecas ao redor do mundo

Outras culturas sempre enriquecem nosso conhecimento de mundo. E com as bonecas, não poderia ser diferente.

Abaixo, alguns exemplos de bonecas ao redor do mundo. Para saber mais e ver outros exemplos, é só clicar na foto que ela te levará ao site de origem.

P1040170

África do Sul

Boneca Alemã de 1925

Bonecos Indianos

Bonecas da Bielorrússia

Eslovênia

Rússia

Rússia

China

China

Coréia (não consegui descobri qual delas!)

Dinamarca

México

Boneca antiga Espanha

Chile

Estônia

Finlândia

Finlândia

França

Geórgia

Grécia

Grécia

Israel

Hungria

Indonésia

Irlanda

Itália

Japão

Letônia

Lituânia

Macedônia

Irã

Romênia

Turquia

E, então, de qual (ou quais) você gostou mais?

Eu gostaria de ter encontrado bonecas de alguns países africanos, mas foi bem difícil de encontrá-las. Se você tiver mais links com imagens de bonecas de outros lugares do mundo, pode me mandar para enriquecermos ainda mais este post.

As imagens foram todas retiradas da internet e estão devidamente ligadas às páginas onde as encontrei.